sábado, 23 de abril de 2011

Papai comprou pra mim

Eu não paro de pensar nisso um só minuto. Como eu gostaria de ter uma idéia incrível para um novo negócio. A minha cabeça transforma uma placa de aluga-se em um centro comercial qualquer, em pet shop, salão de beleza, franquia de fast food, depende da analise de oportunidade que a minha cabeça, contra a minha vontade, sai resolvendo.


Não acho nenhum demérito quem resolve trabalhar no negócio do pai. Existe um certo preconceito, são os empreendedores esquerdistas, aqueles que só valorizam os que criaram e desenvolveram algo por conta própria, você já deve ter ouvido " ele trabalha com o pai", acreditando que foi um caminho mais fácil. Pra mim isso não importa, inclusive resolveria meu problema da grande ideia. O que importa mesmo é como e o que você faz desta oportunidade.


Eu adoraria ter um caminho já trilhado para ter o que estudar, melhorar, progredir reinventar. Conheço pessoas incríveis que investiram em conhecimento, trabalharam em outros lugares e por fim foram transformar o negócio do pai. Eu sinto orgulho por eles, pai e filhos.


Para aqueles que pensam, mas temem cair na rede da empresa do papai vai um link bacana sobre os principais erros de uma empresa familiar, leia e comece mudando.


Também conheço aqueles que usam como argumento de venda do seu serviço - minha empresa começou no meu quarto - ok, a minha empresa começou no quarto. Ok, eu também me orgulho disso, mas não faço disso um argumento para os meus clientes confiarem mais ou menos no meu trabalho. Por mim poderia ter sido um investidor que acreditou em meu trabalho e resolveu fazê-lo progredir, na verdade o que vale mesmo é aquilo que se sabe, como se faz e a confiabilidade que se passa.


Sendo assim, deixo aqui meu pedido, papai se quiser comprar pra mim…


sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sim, eu aceito

Mais difícil que encontrar um novo negócio é encontrar um sócio. Nem sempre precisa-se de um, mas acho fundamental ter alguém para dividir tudo, investimentos, dúvidas, trabalho e o sucesso, quando ele chega. O mais curioso disso tudo é que eu não consigo imaginar uma nova ideia sem que ela venha acompanhada, imediatamente, de uma pessoa que combine com ela.

Aquela franquia de chocolates argentina, uma amiga ótima em finanças, porque eu não sou tão habilidosa assim. Para uma lojinha de acessórios, aquela minha amiga fashion, ótima em maquiagem, porque eu demoraria para escolher os fornecedores tanto quanto demoro para me arrumar. Um escritório de design, só poderia ser o designer que eu mais admiro e confio nesse mundo e que nunca me deixaria na mão.

Entendeu a lógica? É extremamente necessário rolar uma admiração, confiança e a pessoa escolhida deve ter alguma qualidade que você não possua e que seja importante para o futuro negócio, esse é o segredo do casamento ideal. Os sócios não podem concorrer, eles devem entender a necessidade do outro e sentir a falta do outro.

Como em um casamento juntamos os nomes e os endereços em uma certidão que define até como será uma possível separação. Passamos dias e noites trabalhando, sorrindo e brigando, ele vai te ligar a qualquer momento e vai esperar que você o compreenda.

Eu não resisti. Me apaixonei. E casei.
Eu aceito no contrato social e na comunhão de bens.

E que sejamos felizes para sempre.

terça-feira, 12 de abril de 2011

É preciso arriscar. Arrisco dizer.

Sempre acreditei que a principal característica de um empreendedor era ter coragem para arriscar, só mais tarde descobri que isso é o que os empreendedores dizem para falir possíveis futuros concorrentes. Então, guarde esse segredo, porque você não vai ouvir isso por ai assim de graça. A maior qualidade de um empreendedor é SABER arriscar, assim mesmo em caixa alta.

Você deve estar se perguntando - Qual é a maldita diferença? - O planejamento é a diferença. Para os que sabem arriscar, a intuição vem acompanhada de algum (ou muitos) conhecimentos sobre o negócio, mesmo que intuitivamente, para aqueles que são super seguros. E isso diminui a probabilidade do seu rico dinheirinho não voltar para o seu bolso. Neste link você vai encontrar uma ótima dica de como montar seu plano de negócios, ele é fundamental para conhecer, minimizar e quantificar os riscos.

Seria mais interessante se eu tivesse descoberto isso após um investimento milionário em algum negócio que foi para o buraco. Uma história assim acontece todos os dias. No meu caso a descoberta veio com o medo de quebrar o nariz. Mesmo na sala de casa, com custos e investimentos mínimos a coragem de largar nossos empregos não aparecia. Eu, com risco menor, pois era recém formada e meu salário era uma camiseta da C&A, comecei trabalhando full time no home office, enquanto o Juan, meu sócio - digam muito prazer - trabalhava durante o dia em seu emprego, e a noite fazíamos o que ainda faltava em casa. E foi assim durante muito tempo, até as energias quase se esgotarem. Depois de muito analisar e constatar que o faturamento do Valsa correspondia aos custos necessários, incluindo os impostos é claro, foi que começamos a ser donos da pontinha dos nossos narizes.

Permito-me dizer, pondere arriscar com conhecer.
Break a leg.






domingo, 10 de abril de 2011

A meleca da ideia

Eu não consigo encontrar a meleca da ideia. Essa é a verdade. Como vou definir custos, preparar projetos, encontrar fornecedores, avaliar cenário de um negócio que eu ainda não sei qual é?

Quando se abre um escritório de design e é formada em Publicidade e seu sócio em Desenho Industrial, vamos combinar que é mais fácil. Tanto chegar na ideia, quanto definir um plano de negócios... apesar de confessar que para o meu escritório foi tudo acontecendo dentro do quarto do meu sócio, meio sem planos.

É isso mesmo. Começamos dentro de um quarto, duas pessoas, dois computadores, uma cama e um ar condicionado. Logo foi expandindo para uma sala, não comercial a da nossa casa mesmo, e chegamos ao de-sa-ti-no de contratar um estagiário para trabalhar na sala da nossa casa.

Contratar não é uma decisão fácil, mas você sempre sabe quando precisa de ajuda, talvez isso mereça um post exclusivo. Nosso primeiro estagiário foi um velho amigo, o que facilitou o relacionamento para a convivência dentro de casa. Ter um funcionário dentro de casa não foi uma boa escolha, mas era a única opção naquele momento, e para crescer é importante agarrar as oportunidades. Não é tão fácil encontrar clientes que confiam seus projetos em pessoas que trabalham na sala de casa, então quando aparecia a gente não deixava passar e assim fomos crescendo.

É uma pena que o mercado ainda não veja com bons olhos a empresa do perfil Home Office, existem muitas vantagens, para quem está começando ou quem está cansado do trânsito é perfeito! Para uma agência como a minha, por exemplo, o mais importante é o profissional, e não se está em uma estrutura com portaria digital e porcelanato no hall, afinal a maioria das coisas são feitas online.

Este link fala um pouco das tendências dos Home Offices e da novidade do escritório virtual, ótimas opções para quem precisa reduzir custos ou optou por trabalhar em casa.

Para o meu futuro negócio eu acredito que será alguma coisa no comércio, sinto que tenho esta leve inclinação, mas o que poderia ser? E o comércio é lucrativo? Meleca!

There we go again!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O medo de quebrar o nariz

Claro que esse seria o próximo post. Você já deve estar falando que isso foi previsível, e previsibilidade definitivamente não é o que se espera de um bom empreendedor, mas seria imprescindível, e saber estruturar o básico também é primordial. Sendo assim, vamos ao que viemos.

O principal desafio para se começar é o medo de não funcionar, e isso amigo, não se perde nunca, acho que o que me levou a querer um outro negócio, foi o medo que tenho até hoje do meu atual negócio não dar certo, ou de desandar, ou sei lá mais o que, mesmo depois do que você leu no post anterior.

Acostume-se com o medo de quebrar o nariz, nem tanto para não te levar à ousadia, nem menos para não dar passos grandes demais. Pense que ele pode ser seu aliado, confesso que eu preciso trabalhar isto como um mantra, diariamente.

O mantra funciona, mas o que realmente me ajuda é analisar o cenário periodicamente. Já faço isso mentalmente. Os pontos positivos e negativos, oportunidades e ameaças, depois de levantados o que posso fazer para melhorar cada ponto. Os marketeiros já identificaram, é ela mesma, a SWOT. Se tiver interesse em saber como montar esta análise ou precisa relembrar, informe-se mais aqui. Ela é o segundo passo para começarmos nossa aventura de ser donos dos nossos narizes (é assim que se diz quando se tem sócios). E ai você me pergunta - Qual é o primeiro passo? - A ideia. É o que eu vou buscar ao longo deste blog.

Help me.

Sendo dona do meu nariz

Acho que o melhor caminho para começar este blog é me apresentando. Sendo assim, eu sou Fabiana Pichulate, mas sou mais conhecida como Fabi da Valsa, acho que poderia registrar este nome na minha identidade, é assim que me apresento e me chamam por ai. Isso porque eu sou empresária e tenho um escritório de design chamado Valsa Design. Aqueles que abraçam o trabalho como eu, já devem ter notado que isso acontece, o profissional carrega o sobrenome da empresa. E isso me leva a segunda parte da minha apresentação.

Há 5 anos abri uma empresa junto com um sócio (ele merece um post exclusivo, em breve), formada em publicidade e propaganda, cheia de energia, sempre incomodada com a rotina me levou ao empreendedorismo logo cedo. Passei por algumas agências, fiz bons amigos, aprendi muito, mas com 40% inquietação, 30% de coragem, 30% dedicação e 5% de sorte - é isso mesmo a conta não bate, mas sorte é um plus, nem sempre ela aparece - resolvemos abrir uma empresa e tudo foi acontecendo.

Tenho muito orgulho do meu trabalho, mas ser dono do seu nariz custa caro e muitas vezes vem com juros, correções, e impostos, muitos impostos!

Hoje o Valsa Design (meu escritório) possui uma cartela de clientes bem bacana, é uma empresa jovem, mas já conta com nomes como Coca-Cola, Chemtech, Br-Malls, Visagio, entre outros. Clientes que também me presentearam com muitos jobs, experiências incríveis e muitos amigos. Olha que loucura... me apresentar como Fabiana Pichulate é tão difícil, que a Fabi da Valsa toma conta em vários momentos.

Agora você deve estar se perguntando? - Essa garota vai ficar se promovendo em todos os posts? Então eu lhe respondo: Resolvi criar este Blog, não para falar do que já funcionou, e sim para mostrar meu lado inquieto (não é auto-promoção de novo), a verdade é que eu resolvi que preciso encontrar um outro negócio, não quero que o valsa acabe, nunca, mas quero ter uma ideia e colocá-la em prática, quero dividir meus tiros errados, minhas pesquisas e minhas ideias; quero sua participação me dizendo aonde eu errei e em que devo melhorar. E definitivamente, adoraria ajudar você, ou simplesmente lhe presentear com boas risadas.

Enjoy it.